Mais WiMAX na Copa 2014 e Olimpíadas 2016

CPqD e GSMA lançaram, ontem, o estudo Redes de Telecomunicações Móveis para a Copa de 2014. De fato, um tipo de informação relevante para quem deseja investiir não apenas na Copa de 2014, que acontece no Brasil, como também dois anos depois, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Chama atenção a descrição detalhada de experiências anteriores, o que é bastante usável. Conhecer erros e acertos de quem sediou a Copa do Mundo antes de nós é mesmo fundamental. Empresários de TI e telecom com quem tenho conversado, me confidenciaram que navegar pela experiência já adquirida em termos de tecnologia, segurança de dados, mobilidade, convergencia de redes etc. é passo fundamental em suas estratégias. Mas, um item chamou-me a atenção de forma negativa. A brevidade com que o estudo trata do WiMAX. O documento de 66 páginas faz apenas a referência que se segue:

“5) WiMAX – WiMAX (Worldwide Interoperability for Microwave Access) é um sistema banda larga sem fio padronizado pelo IEEE e é um concorrente do HSPA e do LTE. Teoricamente, o WiMAX pode atingir taxas de pico de 70 Mbit/s. Na prática, as taxas ficam próximas às do HSPA, variando conforme a banda alocada e as técnicas de modulação implementadas. No Brasil, a Embratel tem atualmente uma rede WiMAX servindo em torno de 300 cidades na faixa de frequência de 3,5 GHz para fornecer serviços de banda larga fixo até 2 Mbit/s [35].”

Com redes em cerca de 70 países, casos bem sucedidos como o da Yota e a propalada boa relação custo-benefício da tecnologia, custa a crer que não se pense ‘maior’ em relação ao WiMAX no país, em se tratando de Copa do Mundo e Olimpíadas. Adotar amplamente o WiMAX nos dois grandes eventos esportivos que acontecem no Brasil pode dar ao país duas chances ímpares de testar a tecnologia como nunca antes e dificilmente depois. Hoje, por exemplo, o ABI Research divulgou levantamento de sua autoria onde registra que no ano que vem haverá 1 bilhão de usuários conectados pelo WiMAX no mundo, em redes 802.16d e 16e. Para 2012, a firma de análise de mercado, prevê que este mesmo bilhão de assinantes se refira, exclusivamente, a redes 802.16e, incrementadas com algumas evoluções já contidas no 16m.

A NCC, órgão regulador de Taiwan, um dos grandes mercados consumidores de redes móveis, já avisou que não será possível licitar espectro para LTE no país, antes do difícil refarming das bandas, hoje em mãos dos militares e dos policiais. A Sprint, por sua vez, apesar da pressão da concorrência interna e externa e dos próprios acionistas, afirma estar “firmemente comprometida com o WiMAX“. Enfim, apesar da pressão generalizada, a LTE começa a estar comercial na Europa no período 2011/2012. No Brasil, a Telefônica se diz preparada para lançar uma rede LTE pouco depois de ela estar comercial nos mercados maduros. Mas, o WiMAX tem a característica de abrigar pequenos players, novos modelos de negócios e tipos de serviços que encontram no mercado a ser criado pela Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 um campo fértil para experimentações e cases.

Creio ser este o momento de os players fortemente comprometidos com o WiMAX no mercado mundial e que têm atuação no mercado brasileiro atuarem de maneira firme, seja no âmbito regulatório ou de mercado, para viabilizar a tecnologia WiMAX, plena e móvel, em 2014. Para tanto, é preciso começar ontem, como se costuma dizer.

Fonte: e-Thesis Tecnologia e Negócios

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