Redes de Telecomunicações Móveis para a Copa de 2014

A tecnologia disponível em 2014, sobre as bandas atuais, poderá gerar grande restrição no atendimento dos serviços pela Copa do Mundo. A liberação de espectro adicional para os serviços móveis é fator importante para se evitar o colapso no serviço SMP, não só durante a copa de 2014, mas para a população em geral nos anos posteriores. Planejamento conjunto entre governo e setor privado; compartilhamento da expreiência dos países que já sediaram grandes eventos esportivos mundiais e o uso da própria experiência após a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 são as recomendações chaves para se superar obstáculos. Estas constatações pertencem ao documento “Redes de Telecomunicações Móveis para a Copa de 2014“. produzido pelo CPqD e apresentado hoje pela GSM Association (GSMA), durante o 10º Rio Wireless.

As previsões de utilização de banda larga móvel no mundo indicam que nos próximos anos haverá um predomínio das tecnologias HSPA/HSPA+ e LTE. As estimativas são de um crescimento gradual do acesso aos serviços de dados em 2014. Além disso, espera-se que a expansão da TV móvel no Brasil tenha seu foco na transmissão de TV aberta, em virtude da adoção do padrão ISDB‐T. Mas, embora o padrão ISDB‐T tenha sido adotado há quase quatro anos e as primeiras transmissões com recepção fixa tenham ocorrido nos últimos dois anos, somente agora os atores do setor começam a implementar as plataformas de middleware necessárias para a interatividade, inserindo, assim, as operadoras de telefonia móvel na cadeia de valor, como provedoras de canal de retorno. A TV móvel e os serviços móveis durante a Copa de 2014 provavelmente compartilharão o mesmo dispositivo, mas permanecerão em diferentes ecossistemas (TV e telecomunicações).

O estudo destaca que o acesso às redes sociais móveis, não apenas o acesso fixo às redes sociais via internet, será o serviço de dados móvel mais importante em 2014. Esta definição de serviço de dados móvel é mais específica ao ecossistema móvel, considerando a importância do contexto nos serviços oferecidos.

Quanto ao espectro, para viabilizar o atendimento com taxas mais elevadas, seria necessária a alocação de faixas maiores de espectro. Há várias iniciativas pelo mundo no sentido de alocar para a comunicação móvel faixas que estariam sendo subutilizadas por outros serviços. Na Conferência Mundial sobre Radiocomunicação realizada pela UIT (WRC) em 2007, conferência essa realizada de quatro em quatro anos, foi definido um espectro de frequências globalmente harmonizado. Ele deve ser considerado como referência para uma expansão do espectro para o serviço móvel no Brasil. Na linha da recomendação da UIT, a Anatel realizou em 2009 uma consulta pública para definir um espectro adicional de 140 MHz para o SMP na banda de 2,5 GHz (2500 MHz ‐ 2690 MHz). Destinada aos serviços de dados móveis, essa banda adicional seria fundamental para a transmissão de dados móvel na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016.

É importante que o Brasil acompanhe e analise a situação para viabilizar em tempo as condições de uso do espectro para que se possa atender à demanda pelo tráfego de serviços sobre comunicação móvel para a copa de 2014.

Em relação a serviços, o estudo do CPqD indica que a tendência é o crescimento do acesso a serviços de dados móveis no país em 2014. Além do aumento no tráfego de SMS – em função de aplicações como publicidade móvel e de promoções durante a Copa do Mundo -, espera-se a expansão de serviços de TV móvel e, principalmente, das redes sociais móveis. E, segundo o CPqD, isso poderá ter grande impacto no tráfego das redes em 2014, que demandará mais faixa de frequência, otimização da infraestrutura de rede e planejamento de contingência para garantir a disponibilidade e a qualidade dos serviços.

O estudo revela, ainda, que as tecnologias com maior probabilidade de utilização nas redes celulares do país em 2014 são o HSPA (High-Speed Packet Access) e o LTE, a evolução da terceira geração da telefonia móvel. Como a implantação de um sistema celular, como o LTE, demanda um longo período de planejamento, o CPqD alerta que é preciso definir com bastante antecedência questões como o espectro de frequências disponível. Nesse sentido, cita o uso da banda de 2,5 GHz como opção para atender à demanda da transmissão de dados móveis na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.

Elaborado pelos pesquisadores Emílio Nakamura, Jadir Antonio da Silva, José Manuel Martin Rios, Luciano Maia Lemos e Sérgio Luís Ribeiro, do CPqD, e gerenciado por Ricardo Tavares, da GSMA, o trabalho ainda avalia questões ligadas à segurança da informação, gestão de riscos e proteção de infraestrutura crítica – outro grande desafio em eventos desse porte e no mundo convergente e de total mobilidade previsto para a Copa de 2014. Por fim, apresenta uma série de recomendações com o objetivo de garantir a segurança e a confiabilidade das redes móveis para os grandes eventos esportivos a serem realizados no país.

Fonte: e-Thesis – Tecnologia e Negócios

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