A Match, agência que detém com exclusividade os direitos de venda de ingressos para a Copa do Mundo da África do Sul, defendeu neste sábado o trabalho que vem fazendo no Mundial. A empresa reconheceu que os prejuízos com os vários assentos vazios nos estádios da competição serão inevitáveis – porém, podem ser compensados em 2014, no Brasil.

“Não é segredo que nós teremos perdas”, disse o diretor da Match, Jaime Byrom, negando-se a especificar o tamanho do déficit. “O importante é entender que estamos cumprindo nossas obrigações”.

De acordo com Byrom, a Match deve ser avaliada de forma geral por seu serviço na comercialização dos ingressos, que conseguiu vender 97% dos assentos comuns – ainda que alguns não estejam efetivamente ocupados durante os jogos. As vendas, segundo o diretor, geraram um lucro “acima das expectativas” para o comitê organizador local.

O contrato da agência com a Fifa, válido também para a Copa de 2014, diz que a empresa será a “agente na venda de todos os bilhetes para todos os clientes”. A Match também precisa satisfazer as necessidades dos parceiros comerciais da Fifa antes de focar na parte lucrativa do negócio.

“Nós certamente não achamos que os resultados de 2010 podem ser condenados”, disse Byrom. O problema para a Match foi que a situação nunca se recuperou após ter lançado as vendas em setembro de 2008, no meio da crise econômica mundial.

“Digamos que poderíamos ter escolhido um melhor momento”, reconheceu Byrom, um mexicano que toma conta do negócio familiar ao lado do irmão Enrique, baseado na Inglaterra e na Suíça. Seu parceiro suíço é a agência Infront – cujo chefe executivo é Philippe Blatter, sobrinho do presidente da Fifa, Joseph Blatter.

Byrom acredita que a a maré negativa não vai durar, e que a Match vai recuperar o restante dos US$ 120 milhões (cerca de R$ 213 milhões) que pagou à Fifa pelo acordo envolvendo os dois Mundiais – África do Sul e Brasil.

“É um jogo com dois tempos. Eu não sou tão humilde. Espero ser capaz de fazer algum lucro, um lucro suficientemente grande em 2014 para compensar nossas perdas em 2010”, disse Byrom.

O estádio lotado para a partida entre Espanha e Suíça, na quarta-feira, foi um fato raro. Dos primeiros 16 jogos, quatro tiveram pelo menos 10 mil assentos vazios. Byrom justificou dizendo que estes confrontos aconteceram durante o dia e tiveram times “não muito excitantes”, jogando em cidades provincianas.

De acordo com a Fifa, a Copa do Mundo começou com quase todos os 2,9 milhões de ingressos vendidos. Um sofisticado sistema de organização e distribuição dos bilhetes faz com que a Match saiba exatamente quem não apareceu em cada partida – embora não esclareça o porquê.

Fonte: Site Terra

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