Ministro do Esporte tira militantes do PCdoB de cargos estratégicos

Aldo Rebelo começa reestruturação pedida por Dilma Rousseff e substitui dois integrantes do comitê central comunista e um dirigente estadual. Nova equipe tem economista do Banco Mundial, militar reformado que trabalha em empresa do agronégocio e ex-embaixador do Brasil na Noruega. Neta de Prestes e ex-presidente da UNE serão desalojados.

André Barrocal

BRASÍLIA – Escalado pela presidenta Dilma Rousseff para reestruturar o ministério do Esporte após denúncias de corrupção que derrubaram o ex-ministro Orlando Silva e botaram sob suspeição indicados do PCdoB na pasta, o ministro Aldo Rebelo começa a se desfazer de colegas comunistas.

Nesta segunda-feira (14), anunciou a nomeação de uma economista, um diplomata e um militar da reserva para cargos no ministério dos quais serão desalojados três militantes do PCdoB, sendo dois pertencentes ao comitê central do partido. “Todos são ligados ao PCdoB, mas sem filiação partidária e sem militância”, disse Rebelo sobre a nova equipe.

As três mudanças atingem áreas estratégicas do Esporte e são as primeiras feitas pelo novo ministro, desde que assumiu, dia 31 de outubro.

Para ser seu braço-direito como secretário-executivo, Rebelo escolheu a economista Paula Pini, que era até agora coordenadora de projetos do Banco Mundial (Bird). Especialista em desenvolvimento urbano, Paula vai substituir Waldemar Manoel Silva de Souza, membro da direção estadual do PCdoB no Rio de Janeiro.

Para tomar conta da área responsável pelos convênios com ONGs que estiveram no centro das acusações contra Orlando Silva, Rebelo buscou uma solução “agromilitar”. O reformado vice-almirante da Marinha Afonso Barbosa será secretário nacional de Esporte, Lazer, Educação e Inclusão Social. Ele entrará no lugar de Wadson Ribeiro, membro do comitê central do PCdoB e ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade historicamente ligada ao partido.

Barbosa é diretor da empresa Bunge, do ramo do agronegócio. Como deputado antes de ir para o governo, Rebelo foi relator de projeto que muda o Código Florestal e atende interesses do setor ruralista.

A primeira opção do ministro para o cargo era o iatista Lars Grael, que trabalhou no ministério no governo Fernando Henrique (PSDB) e tinha sido secretário do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

A chefia da Assessoria Internacional do ministério, cargo hoje fundamental, por causa da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 no Rio, Rebelo entregou ao diplomata Carlos Henrique Cardim, até recentemente embaixador do Brasil na Noruega. Cardim ficará com a vaga de Ana Maria Prestes Rebelo, que, apesar do sobrenome, não é parente do ministro.

Mas, como o sobrenome também sugere, Ana Maria tem parentesco com o histórico líder comunista Luís Carlos Prestes, do PCB. Ela é neta de Prestes e integra o comitê central do PCdoB.

 

fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18963

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